Ele não é o chato, mas tem um perfil irmão gêmeo do chato, tem o nome
científico de "bajulatorius hominis", raiz latina para denominar o
também conhecido vulgarmente por bajulador.
O bajulador é um hermafrodita, um assexuado político, o seu prazer, o seu orgasmo é puxar saco, adular.
Vive em permanente estado de rastejamento, mas em hipótese alguma
utiliza o desconfiômetro. Você nunca encontrará um bajulador com
opinião, pois o seu cérebro apresenta 99% de seu espaço ocupado não por
neurônios, mas sim com uma composição orgânica gelatinosa por mim
denominada de "cerebrus vulgaris ventoso".
Em situações de conflitos, o bajulador dá razão para todo mundo; entre opinar e se suicidar, o bajulador opta pelo suicídio.
Época de campanha política é um terreno fértil para a bajulação. Tem
bajulador com surtos de baba tal qual uma vaca com aftosa quando ouve um
discurso político.
Em tempos de crise econômica, avulta o bajulador, pois nunca o emprego
valeu tanto e, como é fácil perdê-lo, por um momento de raiva, de ira,
quando você gostaria de dar um tabefe no seu superior e pensa dez vezes
antes de tomar aquela decisão que pode colocar a corda no pescoço, ou
melhor, ser despedido do trabalho.
O bajulado tem seu ego sempre massageado, enquanto que o bajulador tem a
sua auto-estima a um palmo daquele lugar. Mais uma vez a relação
capital e trabalho se manifesta, portanto deve-se rezar todos os dias um
Pai Nosso e um Ato de Contrição a essa categoria que nunca pode ter
opinião, que não exercita a massa cinzenta, tudo para não desagradar seu
superior.
Fonte: Blog A Gota Serena

Nenhum comentário:
Postar um comentário