Estamos
vivendo um momento ímpar nos últimos tempos. Um tempo nada fácil, pois a
seca está assolando todo o Sertão nordestino. Estamos no mês de maio
ainda, e o que estamos sentindo na pele não é nada fácil, imaginem
quando chegar julho, agosto, fim de ano?
Esperamos
melhoras, mas não é isso o que se aproxima, infelizmente. As noticias
dão conta que as coisas vão se agravar, como a alta temperatura, o
aumento no preço dos legumes, carnes e leite; abastecimento dágua se
esgotando; animais morrendo de fome e sede, emfim, dias piores ainda
virão.
Serão
cerca de nove meses de estiagem, asseguram os especialistas do tempo, o
que é muito treste e preocupante para todos nós, sertanejos. E a grande
polêmica do momento são os eventos que são tradicionais, sobretudo aqui
na nossa região, como as festas de São João e São Pedro. Alguns
prefeitos já estão cancelando suas programações festivas, e isso tem
gerado discussões nas cidades e na imprensa.
Os
que estão cancelando dizem que, com a estiagem, as prioridades do poder
público são medidas de combate à sede e à fome em seus municípios, já
os que defendem a realização das festas asseguram que os eventos juninos
também trazem emprego e renda para a população.
Mais
a questão é mais profunda do que nós possamos imaginar e algumas
indagações são pertinentes: os prefeitos e o governador já declararam
estado de emergência nos municípios atingidos pela seca, a festa, então
deixa de ser prioridade no momento, e os recursos financeiros não vêm
mais, seja do governo estadual ou federal. De onde, então, virá o
dinheiro para se pagar as bandas e os gastos das festas? Mesmo os
prefeitos que se arriscarem a festejar poderão encontrar dificuldade por
ter que pagar tudo com os cofres municipais.
Mas
estamos em ano de eleição, e tudo pode acontecer, inclusive nada, como
já dizia o poeta forrozeiro. E em tempos de policia federal cercando as
irregularidades, a coisa fica ainda mais difícil, não para os
políticos de bem.
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